28 de agosto de 2009

Mais polêmica na Azzurra!


Lippi descarta gays na Azzurra, mas nega preconceito

Acostumado a se envolver em assuntos polêmicos, o técnico da seleção italiana, Marcelo Lippi, pode ter arrumado uma nova dor de cabeça nesta quarta-feira. Em entrevista para uma rede de televisão local, o treinador foi questionado sobre o que pensa da homossexualidade no futebol. E não se esquivou:

"Não acredito que um casal homossexual possa assumir publicamente sua opção jogando pela seleção. Não se trata de preconceito ou questão cultural, mas imaginem como isso seria visto no mundo do futebol. Isso levantaria conflitos contrários ao interesse do grupo", argumentou.

O técnico garantiu não conhecer nenhum jogador de futebol declaradamente gay na Itália e afirmou que, apesar de prever problemas, não deixaria de convocar um atleta para defender a Azzurra somente por sua opção sexual.

"Jamais seria capaz de excluir um jogador por ser gay, mas penso que é muito difícil que um atleta consiga viver de forma natural a sua homossexualidade. Mesmo que do ponto de vista cultural muitas pessoas estejam prontas para apoiar e aceitar uma situação destas, tudo será feito para que a mesma seja tratada de uma forma extremamente negativa", finalizou.

27 de agosto de 2009

A Bandeira Italiana




O pavilhão tricolor Italiano, verde branco e vermelho, é uma variante da bandeira da Revolução Francesa. Obteve a primeira sanção oficial em outubro de 1796, quando Napoleão, sob proposta dos patriotas reunidos em Milão, aprovou sua adoção para as legiões lombardas Italianas.

Quando, em 1848, Carlo Alberto di Savoia, rei da Sardegna e do Piemonte, pensou em livrar os Estados Italianos sujeitos ao domínio estrangeiro, quis que suas tropas, entrando no Lombardo Veneto submisso à Áustria, levassem a bandeira tricolor tendo ao centro o escudo dos Savoia. Desde então, até 1946, o pendão tricolor com escudo dos Savoia foi a bandeira Italiana. Em 1946, por plebiscito, foi proclamada a República na Itália e a bandeira foi novamente tricolor pura, verde branca e vermelha.

Cognome!

Você tem sobrenome italiano?
Saiba em que lugares da Itália estão seus "parentes" e crie uma camiseta no próprio site para exibir sua descendência!

http://gens.labo.net/it/cognomi/

Nek!

Nek nasceu em Sassuolo (MO) em 6 de janeiro 1972. É cantor e compositor italiano de grande sucesso!
Seu nome verdadeiro é Filippo Neviani.
Um dos meus cantores italianos favoritos!
Confiram!

FILME POLICIAL






Na Itália um filme policial é chamado de “Film Giallo” (filme amarelo traduzindo ao pé da letra). Na verdade tudo começou porque há muito tempo atrás, as novelas policiais eram escritas em livros com capas amarelas (giallo = amarelo). A associação foi tão grande que até hoje um film giallo é um filme policial.

Tipi di pasta!




O arroz e feijão dos italianos!

21 de agosto de 2009

A Influenza é "culpa" dos italianos!




"Influenza" certamente é a palavra mais dita nos últimos tempos.

A origem da palavra é italiana e filha do latim medieval "influentia".
Alguns afirmam que tem o sentido de"influência da estação [inverno] sobre os homens".
Outros ja dizem que a palavra foi utilizada primeiramente, em 1733, por Gagliarde, só que com o sentido de “influência”, desastres do céu. Hipócrates descreveu a primeira epidemia conhecida de influenza em 412 a.C., e numerosas epidemias ocorreram na Idade Média.

De qualquer forma a culpa é dos italianos!

20 de agosto de 2009

Boa Música!

Nascido em Correggio em 16 de março de 1960,Luciano Ligabue além de cantor e compositor é também escritor e diretor filmográfico!
Pra vocês agora uma das minhas favoritas:
Il mio pensiero!

A Ferrari mais cara do mundo?



Testa Rossa Spyder, de 1962, é vendida por mais de US$ 9 milhões


A RM Auctions e a Sotheby acabam de concluir uma venda histórica e polêmica: a Ferrari que seria a mais cara do mundo. Se você está pensando que é a Enzo, ou a F450, está errado. Trata-se de um modelo mais "vintage", o 330 TRI/LM Testa Rossa Spyder, de 1962, recordista de vitórias em Le Mans.

O veículo foi vendido por 6 875 000 euros, o equivalente a aproximadamente US$ 9 252 000. Na realidade, o preço vendido foi de 6 250 000 euros, mas também é cobrada uma taxa de 10% sobre o valor do carro.

Apesar do valor assustador da Testa Rossa Spyder, há quem garanta que uma 250 GTO foi vendida num leilão para um comprador japonês por US$ 15 milhões.

Tem gente que sabe se preservar!


Escavações recentes em um sítio arqueológico da Sicília, Itália, revelou um cemitério da antiga colônia grega de Himera, com cerca de 2500 anos. Algumas covas coletivas parecem guardar os restos de soldados mortos em batalha, mas também foram encontrados restos de crianças acompanhadas de vasos em argila que poderiam ser primitivas mamadeiras, como na foto .

Bem que o carnaval aqui poderia ser assim...


Eu sei que a maioria vai discordar,mas mesmo para observadores como eu o carnaval de Veneza é muito melhor,além de não deixar ninguém resfriado!

Itália aprova lei que proíbe prostituição em lugares públicos

Foi na Itália, uma lei que proíbe a prostituição em lugares públicos e que irá punir tanto quem exerce a profissão quanto os que se beneficiam dela, como os clientes. A pena para quem infringir as novas normas varia entre 15 dias de prisão e multas de até 13 mil euros. Ainda segundo a lei, quem for detido por "agenciar" a prostituição poderá pegar de 6 a 12 anos de prisão. O novo artigo, porém, não inclui penalidades para a prática da prostituição em lugares privados

19 de agosto de 2009

Mangia perchè fa bene!

Aciughe Bianche
(Receita Típica da Região Liguria)

Ingredientes
300g de anchovas frescas;
20ml de azeite;
6 limões;
Orégano;
Sal e Pimenta.

Modo de Preparo
Tire a cabeça das anchovas, abra-as, escame-as, lave e enxágüe.
Disponha-as em uma travessa.
Derrame o suco dos limões onde foi diluído o sal e a pimenta a gosto.
Deixe repousar na geladeira por pelo menos 12 horas.
No momento de servir, escore a água que se formou e torne a enxaguar.
Disponha as anchovas em uma travessa e despeje sobre elas o azeite e polvilhe o orégano.
Decore a travessa com fatias de limão.

Squadra Azzurra canta Azzurro

Boas risadas!!

18 de agosto de 2009

A história do Panetone: Da Itália para o mundo; La Vera Storia del Panettone

Uma receita de origem italiana bastante conhecida no Brasil, o panetone provêm de uma história de amor.

Conta a história mais famosa sobre a criação do panetone, que um jovem morador da cidade de Milão no século XV, apaixona-se pela filha de um padeiro, buscando uma maneira de surpreender o pai da moça, que não aceitava o namoro, ele se disfarça de ajudante de padeiro e cria um pão doce. O pão tornou-se destaque na padaria pelo seu tamanho incomum para a época e por apresentar, no seu ápice, a figura moldada de uma cúpula de igreja.

O jovem criador desta deliciosa receita, hoje apreciada por pessoas de diversos países, atribuiu a autoria da receita a Toni, o pai da moça. O movimento da padaria cresceu significativamente e os clientes pediam pelo “pão de toni”. O nome deste pão doce sofreu algumas modificações, até ser denominado como atualmente: panetone.

Não se sabe se esta lenda é verídica ou não, no entanto, a autêntica receita do panetone aprimorou-se pelos séculos, através de novas técnicas de preparação e melhoria das matérias primas utilizadas. Milão, cidade localizada ao Norte da Itália, foi a grande irradiadora da tradição de consumir panetones nas festas natalinas, a qual estendeu-se para as cidades do sul da Itália e alastrou-se para os demais países do mundo.


Itália vai distribuir caviar apreendido para os pobres; Dal contrabbando ai poveri Caviale nella mensa di Natale !

Uma excelente iniciativa da polícia italiana: distribuir caviar. E não é a primeira vez. No mês retrasado as autoridades começaram a usar máquinas super modernas, presas em uma operação anti-máfia, para patrulhar as ruas na Itália.

“As autoridades da cidade de Milão, no norte da Itália, estão se preparando para distribuir 40 kg de caviar beluga aos pobres da cidade, como presente de Natal. A iguaria foi apreendida em novembro passado, depois de ser descoberta com dois homens que haviam saído da Polônia e que levavam a carga escondida.”

Como surgiu a máfia italiana?

É difícil dizer com certeza - o que é bem razoável em se tratando de uma sociedade secreta. Na versão do historiador americano Norman Lewis, em seu livro A Máfia por Dentro (Civilização Brasileira, 1967), a confraria surgiu no século IX, quando os normandos dominaram os sarracenos, muçulmanos que viviam na Sicília. Sem terras, muitos deles tornaram-se servos. Outros refugiaram-se nas montanhas e passaram para a clandestinidade, na tentativa de se organizar para resistir à dominação. Assim teria nascido a máfia (refúgio, em árabe), que tinha como propósito principal criar laços de família baseados no legado siciliano de fidelidade, honra e vingança. "A tradição foi retomada no fim do século XIX", diz o historiador Osvaldo Coggiola, da Universidade de São Paulo (USP). Começa aí a parte cinematográfica da história. Mafiosos da região oeste da Sicília assumem o controle de quase toda a economia local.

Depois, nos anos 20, o regime fascista de Benito Mussolini prende milhares de integrantes dessas organizações, abalando seu poder paralelo. Com a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, todos são libertados. Enquanto isso, a América vive a era dos gângsteres. Mais tarde, acontece a expansão das famílias no mundo dos cassinos. E até hoje, apesar de muito combatida, a máfia italiana resiste, com negócios e conexões em praticamente todo o mundo. Secretamente e com muito estilo, é claro.

17 de agosto de 2009

Gíria italiana

- avere un chiodo fisso in testa exp: estar obsesionado com algo.
- boccalone: fofoqueiro.
- due parole: de poucas palavras.
- essere nelle nuvole: sonhar acordado, estar nas nuvens.
- fare impazzire qualcuno: deixar alguém louco
- fuori di testa exp: estar fora da cabeça de alguém
- in orario: pontual.
- levataccia: se levantar muito cedo de manhã
- mettersi insieme: começaruma relação séria.
- ora di punta: hora em ponta.
- quattro gatti: quatro gatos.
- roba da matti: louco.
- tappo: uma pessoa muito baixinha.
- uggioso/a: chato/a.
- ultima parola: a última palavra.
- valere la pena exp: valer a pena.
- volente o nolente: você gosta ou não.

Belíssima Tarantella

Costumes Sociais Italianos

As cidades antigas italianas são quase obras de arte. O turismo é uma das principais fontes financeiras dos italianos. Cada dia cerca de um milhão de turista gira o país, procurando, aqui e acolá, uma pedra antiga, uma ruína vernizada, um castelo famoso, um templo envelhecido pelos séculos. A propósito, uma cauda de quase um km dos turistas pode ser visto diariamente entre os muros do Vaticano, curiosamente, muitos chineses e japoneses (não cristãos) sedentos em visionar as coisas antigas do muséu Vaticano. Cidades como Roma, Venézia e Firenze encabeçam a lista dos turistas, na sua maioria, chineses, japoneses, americanos e outros europeus.

É divertente ver um italiano ao telemóvel. Parece falar mais com as mãos do que com a boca. O cenário e a cadência de gestos das mãos fazem-nos pensar num dirigente de coro ou orquestra. Os turistas riem-se e divertem-se ao se depararem com semelhantes espectáculos nos meios públicos.

Mais da metade dos 60 milhões dos italianos são velhos. Dos 3 que encontro na rua, apenas 1 é jovem. Durante o verão, muitos desses morrem improvisadamente. O tecido social e a mão de obra está sendo reforçada pela imigração, particularmente oriunda do leste europeu. Muitos velhos sem parentes estão sendo assistidos pelas senhoras latino-americanas, africanas ou do leste. Mensalmente centenas de imigrantes clandestinos chineses e africanos entram pelas águas italianas apoiados por uma rede crimiminosa que caça dinheiro fácil e uma mão de obra barata para os diversos empreendimentos económicos no norte de Itália. São todos eles homens e mulheres dos 20 a 40 anos de idade. Mas muitos desses clandestinos param hoje na rua por diversos motivos. E para acudirem ao estômago, vendem bugigangas nas ruas como ambulantes. A maioria desses são nigerianos. As raparigas nigerianas vendem-se ao cair da noite. Em Roma até já virou costume considerar os negros por nigerianos.

Curiosamente os italianos ignoram a África. Para muitos, África não passa dum país infestado de misérias, guerras, sida, malária, corrupção, deserto, macacos, leões e elefantes. Me tenho avistado com muitos padres que não sabem localizar Angola no mapa africano. USA, Inglaterra e França são os países de referência dos italianos. Muitos intelectuais italianos aí foram formados. O inglês é praticamente a segunda língua oficial da classe média italiana, depois dos dialetos locais.

Me surpreende a apreciação da pele negra da parte dos italianos. Eles gostam realmente da cor negra, melhor, morena. Dizem ser uma cor bela e atraente à vista. Nas publicidades não faltam imagens de negros/negras. Não ficam por aqui. Os modelos deles de estética aprovam a cor morena e detestam a branca. Por isso, no verão, quando faz calor de morrer, deixam as cidades semi-desertas, acorrem todos às praias. Lá passam dias a apanhar o sol até ficarem quase queimados como carne grelhada, melhor, «bionda», loiros como sugere os modelos estéticos. Nalgumas Igrejas e santuários, a nossa Senhora é negra, melhor, preta. Nas ruas, os miúdos acenam os negros com simpatia tanto quanto se fanatizam das estrelas negras dos filmes e do futebol.

Costumes e tradições italianas: Pão no lugar do nosso "arroz e feijão"

Depois do café expresso feito em casa, outra coisa curiosa nos costumes italianos é na culinária: o italiano come arroz só se for no lugar do macarrão, cozido como macarrão e temperado como o tal, ou nos famosos risotos, não os de forno do Brasil, mas os batidos e cremosos. No lugar do arroz e feijão o que acompanha a refeição dos italianos é o pão. Já a forma de comer é bem diferente, não se faz um prato único com tudo misturado no prato, tem o primeiro prato que é uma massa ou sopa, o segundo que é a carne, peixe com legumes e salada, e depois o queijo, a fruta e o indispensável café, e claro o que acompanha as refeições é sempre um bom vinho, e para as crianças água, nada de suco ou refrigerantes.

Clássico de Gigliota Cinquetti !

Receitinha!

BUTTERSTOLLEN
(Panetone típico do Alto Adige)

Ingredientes

400 gr de frutas cristalizadas
300 gr de uvas passas
10 colheres (sopa) de rum
1 kg de farinha de trigo
45 g de fermento para pão
250 g de açúcar
250 ml de leite
2 colheres (chá) de noz moscada, canela e cravo em pó
400 g de manteiga
sal


Preparo

1 - Misture as frutas cristalizadas, as uvas passas e o rum e reserve;
2 - Misture o fermento a três colheres de sopa de açúcar, meio copo de leite e 100 gramas de farinha de trigo. Cubra com plástico e deixe descansar até dobrar de volume;
3 - Peneire os ingredientes secos sobre uma mesa, faça uma cavidade no centro e coloque a manteiga, o leite e o fermento. Misture e trabalhe até obter uma massa lisa e enxuta;
4 - Cubra com plástico e deixe crescer até dobrar de volume, uma hora, aproximadamente;
5 - Misture as frutas embebidas no rum. Divida a massa em duas porções e forme os pães. Coloque-os em tabuleiro untado e deixe crescer, cobertos com plástico. Asse a 180ºC;
6 - Pincele manteiga derretida, assim que tirar do forno. Pulverize açúcar de confeiteiro quando frio.

Hummm!
delícia

Laura Pausini e James Blunt

Vida privada de Berlusconi é alvo de nova polêmica

ROMA - A vida privada do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, voltou ao centro das atenções na segunda-feira, quando um grande grupo de jornalismo postou fitas de áudio e transcrições do que seriam conversas do premiê com uma acompanhante paga.

A nova virada na saga que vem dominando a atenção dos italianos há muitos meses pareceu pôr fim a um descanso breve do escrutínio da mídia sobre sua vida particular, enquanto Berlusconi desfrutava o sucesso da cúpula do G8 deste mês.

Os sites na Internet do jornal La Repubblica e do semanário L'Espresso postaram fitas de conversas que teriam ocorrido entre Berlusconi e Patrizia D'Addario, acompanhante que afirma que elas e outras foram pagas para ir a festas na residência de Berlusconi em Roma.

Berlusconi não nega que D'Addario tenha ido a sua casa, mas disse que não sabia que ela tinha sido paga.

Uma conversa divulgada nos sites se deu entre D'Addario e Giampaolo Tarantini, empresário do sul da Itália que está sendo investigado por magistrados por suspeita de corrupção e favorecimento da prostituição.

D'Addario disse que gravou as conversas com seu celular durante suas visitas à casa do primeiro-ministro em Roma ou quando conversava ao telefone com Berlusconi.

Daniele Capezzone, porta-voz do partido de Berlusconi, descreveu a divulgação das conversas como "patética". O ministro Gianfranco Rotondi disse que a mídia de esquerda quer "intimidar" o governo, recorrendo à "violação de toda ética" do jornalismo.

D'Addario, 42 anos, entregou as fitas aos magistrados que investigam Tarantini.

Berlusconi, cuja imagem já está prejudicada por um divórcio litigioso e relatos sobre suas saídas com garotas menores de idade, no passado tachou as acusações de jornais de "calúnias e falsidades".

Mas o L'Espresso e o La Repubblica, ambos de viés de esquerda e pertencentes da mesma editora, dizem que as fitas comprovam "que o que D'Addario vinha dizendo sobre o primeiro-ministro era verdade".

Os escândalos proporcionaram à oposição uma oportunidade rara de desferir um golpe contra Berlusconi, que domina o cenário político italiano e continua popular, apesar da crise econômica. Ele disse que uma pesquisa recente dá a seu governo um índice de aprovação de 57 por cento.

O escândalo atual em torno da vida privada do premiê acontece quase dois meses depois de a Itália ficar chocada com sua amizade com uma candidata a modelo de 18 anos de idade. Berlusconi negou ter tido relações sexuais com a moça.

Grupo acha cidade ancestral perdida de Veneza

Não é todo dia que se encontra uma cidade perdida, a não ser em um filme com as aventuras de um Indiana Jones. Mas pesquisadores italianos conseguiram achar uma cidade perdida bem ao lado de um dos destinos turísticos mais visitados do mundo, Veneza.

As ruínas da cidade romana de Altinum foram localizadas em imagens aéreas graças a um período de estiagem em julho de 2007, que permitiu "ver" abaixo do solo. A cidade foi abandonada a partir do século 5º da Era Cristã por causa de invasões bárbaras. Seus habitantes moveram-se para a mais protegida posição em meio à laguna, fundando a atual Veneza.

Altinum está enterrada sob culturas de milho e soja. O estresse hídrico provocado pela seca pode ser detectado graças à radiação infravermelha próxima, sensível a mudanças no crescimento da vegetação.

A diferença na reflexão permite criar imagens com cores falsas. Cores mais claras indicam locais onde há pedras, tijolos ou mesmo solo compactado sob as plantas. As cores mais escuras revelam onde há depressões no terreno, indicando poços e canais, mesmo que cheios de sedimentos.

"Nós descobrimos o mapa da cidade. Nós agora sabemos como era o tecido urbano, onde estavam os edifícios principais, monumentais, onde era a cidade, suas portas e a existência, que não se suspeitava, de um canal que cruzava a cidade e a conectava à laguna e aos rios no interior. Também achamos algumas estruturas do porto, que devia ser provavelmente o porto da cidade romana", afirma Paolo Mozzi, um dos quatro autores da pesquisa, do Departamento de Geografia da Universidade de Pádua.

De posse do mapa, o próximo passo é iniciar pesquisas com arqueólogos e historiadores focadas em locais específicos da cidade. O mapa mostra claramente onde ficavam o teatro e o fórum, e a possível localização de dois templos. Ironicamente, algumas escavações arqueológicas já haviam sido feitas, mas em pontos fora da cidade.

Altinum é a única grande cidade romana no norte da Itália, e uma das poucas na Europa, que não foi enterrada por construções medievais e modernas. Ela tem um tamanho comparável a Pompeia, a cidade perto de Nápoles soterrada pela erupção do vulcão Vesúvio.

A reconstrução da planta da cidade indica que ela era cercada por uma rede de rios e canais. Isso confirma a descrição feita pelo antigo geógrafo grego Estrabão (cerca 64 a.C. - cerca 24 d.C) de que Altinum era parcialmente cercada por água, afirmam os autores da pesquisa, descrita em uma comunicação breve na edição de hoje da revista científica "Science".